29 setembro 2006

João Verde

Inscrito num azulejo, junto das muralhas de Monção, está um belo poema, do nosso ilustre poeta Monçanense, João verde.

.
.

«Vendo-os assim tão pertinho
A Galiza mail'o Minho
são como dois namorados
Que o rio traz separados
Quase desde o nascimento!
Deixal-os, pois, namorar,
Já que os paes para casar
Lhes não dão consentimento».

Características

O conjunto apresenta planta no formato circular, no estilo gótico, envolvendo a vila medieval. Nos muros rasgavam-se apenas duas portas, a principal defendida pela Torre de Menagem, abrindo-se para o terreiro onde era realizada a feira. A porta da traição, de menores dimensões, dava para zona ribeirinha.
A fortificação erguida no século XVII, embora erguida de raiz, integrou as muralhas medievais, reformulando-as, dado o crescimento da vila. Desse modo, foram erguidos nove baluartes e cinco portas, mantendo-se amplas áreas não edificadas, facilitando o movimento de tropas e de artilharia.
.
.

fonte da foto: David Domingues

Vista Satélite de Monção
O castelo medieval

Sob o reinado de D. Afonso III (1248-1279), Monção figura nomeada como vila nas Inquirições de 1258. Por outro lado, o Carta de Foral, passado a 12 de Março de 1261) permite inferir que a povoação foi refundada (...facio quandam populatianem in cauto de Maazedo e impono ei de novo nomen Monzon.). Uma vez mais, este texto permite inferir que a vila já estaria fortificada, ao referir os miles de Monçom, o que também é questionado por alguns estudiosos, sob o argumento da escassez demográfica da região à época.
Os que defendem o argumento da inexistência da fortificação sob D. Afonso III, aceitam ter sido D. Dinis (1279-1325) o responsável pela ereção do Castelo de Monção (1306), apoiados em Rui de Pina, que assim o afirmou em sua crónica. Por esta altura, a vila recebeu Carta de Feira e foram iniciadas as obras da Igreja Matriz. O desenvolvimento econômico e demográfico fez prosperar a povoação, de tal modo que, sob o reinado de D. Fernando (1367-1383), entrando este em guerra com Henrique II de Castela, as forças castelhanas invadiram o reino de Portugal, vindo a sitiar Monção (1369).
Com a morte de D. Fernando, ao se instaurar a crise de 1383-1385, os homens bons de Vila Nova de Cerveira, Caminha e Monção enviaram mensagens ao Condestável D. Nuno Álvares Pereira, declarando-se verdadeiros portugueses e entregando-lhe voluntariamente essas povoações e seus castelos. Em algum momento do século XV, provavelmente sob o reinado de D. João I (1385-1433), o castelo foi dotado de uma couraça envolvente.
Sob o reinado de D. Manuel I (1495-1521), a povoação e seu castelo encontram-se figurados por Duarte de Armas (Livro das Fortalezas, c. 1509).
Antecedentes

Alguns autores sustentam que o primitivo sítio de Monção localiza-se numa elevação, a cerca de dois quilômetros a oeste, às margens do rio Minho, onde hoje existe a aldeia de Cortes ou Monção Velha. Trabalhos mais recentes não esclarecem essa possibilidade, antes confirmando que a povoação (e sua defesa) não se encontra referida nos documentos relativos ao reinado de D. Afonso Henriques (1112-1185), levantando a hipótese de que a primeira defesa da povoação remonte ao reinado de D. Sancho I (1185-1211), o que não encontra amparo em testemunhos materiais.


foto retirada de: www.mimagefoto.com

HISTÓRIA

Monção teve carta de foral de D. Afonso III datada de 12 de Março de 1261. Tornou-se célebre no decurso das guerras fernandinas, devido à enérgica acção de Deuladeu Martins, esposa do alcaide local, que conseguiu pôr fim ao cerco que os castelhanos lhe impuseram, atirando-lhes com os seus últimos víveres. É esse o motivo pelo qual ainda hoje aparece, nas armas desta vila, uma mulher a meio corpo, em cima de uma torre, brandindo com um pão em cada uma das mãos; à sua volta surge, numa bordadura, a divisa da vila, corruptela do nome da heroína: «Deus o deu, Deus o há dado».


Fonte da foto: David Domingues

Unsecured loans, UK Loans, UK unsecured loans, loans, Construction Loans.
Unsecured loans